InspectOS Estrutural
A gaiola pombalina é a estrutura de madeira que a reconstrução de Lisboa, depois do sismo de 1755, embutiu nos prédios da Baixa. Prumos, travessas e diagonais em cruz de Santo André, dentro das paredes interiores e ligados às fachadas de pedra e aos soalhos. Foi pensada para um sismo, e só funciona enquanto está inteira.
Dois séculos de obras mudaram muitos destes prédios. A investigação sobre a Baixa (Miranda, NOVA FCT, 2011) regista as intervenções que se repetem, e várias deixam sinais que um comprador atento vê numa visita.
Como funciona a gaiola
Acima de um rés do chão em pedra, com arcos e abóbadas, a gaiola junta três tipos de parede. As paredes exteriores têm uma grelha de madeira presa à alvenaria. Os frontais, as paredes interiores resistentes, levam as diagonais em cruz com enchimento de cal e pedra. Os tabiques são divisórias leves e pouco suportam. Os soalhos correm da fachada ao tardoz e ligam-se ao conjunto, para que paredes e pavimentos trabalhem juntos quando o chão se move.
Sinais de que a gaiola foi alterada
Salas longas, sem paredes, num prédio desta época, sobretudo com vigas de aço ou de betão à vista no teto. É o sinal mais comum de frontais retirados.
Uma loja no rés do chão com montra larga e sem os arcos de pedra originais.
Um piso a mais, ou uma mansarda, noutro material ou noutro estilo.
Um pavimento rígido onde devia haver soalho de madeira, sinal de laje de betão por cima da estrutura original.
Manchas e madeira degradada junto à cobertura, às paredes de meação e às casas de banho, onde a água chega aos apoios.
Nenhum destes sinais prova um problema. Cada um é uma pergunta sobre uma obra que pode ter mudado o comportamento do prédio num sismo.
O que pedir ao vendedor
Desde 15 de novembro de 2019, obras que alterem o comportamento estrutural exigem relatório de avaliação de vulnerabilidade sísmica, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 95/2019 e da Portaria n.º 302/2019. Retirar um frontal é uma dessas obras. Peça o processo de obra na Câmara Municipal, o relatório ou o termo que justifique a dispensa, e as atas do condomínio sobre obras na estrutura, na cobertura e na fachada.
Antes do CPCV
Uma inspeção estrutural da InspectOS, feita por engenheiro com cédula da Ordem dos Engenheiros, confirma se o prédio tem gaiola, identifica frontais retirados, lajes acrescentadas e vigas cortadas, e confronta o que está construído com o projeto quando existe.
Guia da gaiola pombalina: https://www.inspectos.pt/guias/structural-seismic/gaiola-pombalina
Guia de inspeção estrutural e sísmica: https://www.inspectos.pt/guias/structural-seismic/inspecao-estrutural-sismica-portugal
Telefone +351 913 093 640
Serviço: Inspeção Estrutural e Sísmica Âmbito: sistema estrutural, frontais e paredes resistentes, soalhos e apoios de madeira, rés do chão, pisos acrescentados, conformidade entre o construído e o projeto Equipamento: câmara fotográfica de alta resolução, medidor de fissuras, nível digital Prazo de entrega: indicado no orçamento Credenciais: engenheiros inscritos na Ordem dos Engenheiros, com cédula identificada no relatório Idiomas: relatório bilingue português e inglês Cobertura: Portugal continental
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