InspectOS SCIE
No Algarve, a distância entre o número de hóspedes anunciado numa plataforma de reservas e o número que a lei permite sem medidas de autoproteção completas é maior do que parece. Uma villa vendida para "até 14 pessoas" pode já estar, sem que o proprietário saiba, fora do regime simplificado de segurança contra incêndios (SCIE), regulado pelo DL 220/2008 e pela Portaria 1532/2008.
A fronteira dos 10 utentes
O DL 128/2014, Art. 13 (alterado pelo DL 63/2015), fixa o limiar em 10 utentes. Até esse número, bastam extintor, manta de incêndio, kit de primeiros socorros e sinalização 112. Acima, o imóvel entra no regime completo, com medidas de autoproteção (MAP) adequadas à categoria de risco. A plataforma de reservas mostra a capacidade de dormida, não o limiar legal, e os dois números raramente coincidem.
O que é diferente numa villa isolada
Uma moradia urbana e uma villa numa quinta ou monte no interior do Algarve não têm o mesmo perfil de risco, mesmo cumprindo a mesma lei. Acesso único por estrada de terra, portões automáticos que trancam a saída em caso de falha elétrica, casa de máquinas da piscina com quadro elétrico e produtos químicos junto ao percurso de evacuação, e tempo de resposta dos bombeiros mais longo do que numa zona urbana são fatores que uma check-list genérica não capta, mas que uma vistoria no local identifica.
As falhas que encontramos com mais frequência
Portões de acesso ou muros com saída única, sem alternativa de evacuação
Medidas de autoproteção (MAP) inexistentes, ou copiadas de outro imóvel sem adaptação à villa
Casa de máquinas da piscina sem ventilação adequada, junto ao caminho de evacuação
Iluminação de emergência inexistente nas zonas exteriores: piscina, churrasqueira, anexos
Extintores apenas dentro de casa, ausentes das zonas exteriores onde os hóspedes passam mais tempo
Cada uma destas situações pode originar coimas ao abrigo do DL 220/2008, Art. 25, de €2.500 a €44.000. A responsabilidade é do proprietário, não da plataforma de reservas.
A época alta multiplica o risco
A ocupação de uma villa de férias varia de duas a catorze pessoas ao longo do ano. As MAP e os meios de extinção têm de responder ao pico de ocupação, não à média. É na época alta, com casas cheias e o Algarve mais seco, que a fiscalização e o risco de incêndio aumentam ao mesmo tempo.
Conclusão
Uma inspeção de conformidade SCIE no local confirma se a sua villa está dentro do limiar dos 10 utentes e, se não estiver, o que falta para cumprir o regime completo antes da época alta. Trabalhamos com engenheiros inscritos na Ordem dos Engenheiros, com relatório bilingue em 48 horas. Cobrimos Faro, Loulé, Albufeira, Lagos, Portimão, Tavira e toda a região.
Peça um orçamento em inspectos.pt/inspecoes-residenciais ou ligue +351 913 093 640.
Serviço: Inspeção de conformidade SCIE para alojamento local Enquadramento: DL 220/2008, Portaria 1532/2008, DL 128/2014 Art. 13 (alterado pelo DL 63/2015) Verificação no local: medidas de autoproteção (MAP), meios de extinção, caminhos de evacuação, iluminação de emergência, sinalização 112 Credenciais: engenheiros com cédula da Ordem dos Engenheiros Relatório: bilingue (PT e EN), entregue em 48 horas Cobertura: Faro, Loulé, Albufeira, Lagos, Portimão, Tavira e região
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